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Mexicana Homex entrega primeiras unidades e firma presença no Brasil

Fonte: Valor Econômico

Há apenas quatro meses, a mexicana Homex se instalava discretamente no Brasil, com um discurso tímido – o mercado brasileiro ainda era um teste. Agora, com uma operação mais robusta, muda o tom e assegura que veio para ficar. “Somos brasileños”, diz, em bom espanhol o diretor de expansão internacional, Alberto Urquiza. Ele pretende investir US$ 50 milhões na nova operação em 2010 e já tem mais três projetos para lançar, dois em Marília e um em campo Grande.

Ontem, a empresa fez uma entrega quase simbólica de um quarteirão de casas de seu primeiro empreendimento brasileiro, na cidade de São José dos Campos. “Queremos mostrar à sociedade brasileira que temos palavra, quando dissemos que entregaríamos casas ainda este ano, e reafirmar nosso compromisso com o país”, diz Gerardo de Nicolás, presidente da companhia, que está no Brasil para o evento da entrega das casas.

Para uma empresa com tradição na baixa renda, como a Homex – que serviu de inspiração e modelo para muitas empresas brasileiras na época das aberturas de capital- estar presente no mercado brasileiro, neste momento, é quase uma obrigação.

Com o dobro da população mexicana e o dobro do PIB, mas ainda um passo atrás no déficit habitacional, o Brasil ganhou espaço nos planos da companhia. Nicolas admite, inclusive, que uma presença maior no mercado brasileiro passou a ser uma cobrança dos investidores. “Há três, quatro anos, havia um certo temor em relação ao Brasil, hoje o país está muito bem reconhecido”, afirma Nicolás.

No mercado imobiliário, nas últimas semanas, surgiu um rumor sobre o possível interesse da Homex em adquirir uma empresa brasileira para acelerar sua presença no país. Chegou-se a falar até na Gafisa, por conta do mega-investidor imobiliário Sam Zell, que tem participação de 13,72% na Gafisa e que entrou na Homex antes da abertura de capital. Perguntado sobre o assunto, Nicolás diz que não considera comprar nenhuma companhia nem no México nem fora. “Nosso objetivo é crescer organicamente”, diz. Em vinte anos, a companhia fez uma aquisição: a então sexta maior empresa do México em 2006.

A empresa está em busca de terrenos – mira cidades com mais de 300 mil habitantes, que tenham disponibilidade de terrenos com mais 200 mil habitantes, bom potencial de renda e déficit habitacional. Em Marília lança dois empreendimentos: o primeiro, com 1197 unidades, em um terreno de 360 m2 será lançado em fevereiro. Ela vai construir 1197 unidades. O segundo, com 700 unidades, fica para o segundo semestre. Para Campo Grande planeja 2.196 unidades em um terreno de 600 mil m2, que deve ser lançado em abril.

A primeira fase do empreendimento de São José dos Campos terá as primeiras unidades entregues até fevereiro. A empresa trouxe para o Brasil o modelo de loteamento, que permite que as casas sejam entregues à medida que ficam prontas. Assim, o cliente consegue ser repassado para a Caixa, um processo mais demorado do que a construção em si.

As empresas brasileiras de baixa renda atuam com a incorporação de condomínios fechados, geralmente prédios baixos, cuja entrega é feita em fases e em bloco. “Além de conseguirmos entregar as casas mais rápido, o cliente não precisa pagar condomínio depois”, diz Erica Taboada, presidente da empresa no Brasil e única mexicana na direção da companhia. Segundo Erica, nesse modelo, não há uma portaria e as benfeitorias, como praças e playground, são entregues à prefeitura e não ao comprador. Nem todas as cidades, no entanto, aprovam loteamentos com casas prontas e mais de mil unidades.

Além do loteamento, a empresa importou outros conceitos que usa no México, como o modelo verticalizado: todo o processo é feito dentro de casa, da compra do terreno à construção e venda dos imóveis. A empresa contrata 100% dos operários, o que não é praxe no Brasil.

A Homex diz que seu diferencial é a experiência no México e no método de construção rápido de paredes de concreto. Já os concorrentes brasileiros acreditam que os mercados são completamente diferentes e a companhia pode encontrar problemas para operar aqui com o modelo mexicano.

Embora deva entregar cerca de 60 mil casas este ano, contra um volume de vendas das brasileiras (não entrega) na casa de 30 mil, segundo dados da Economática e do Valor Data, o valor de mercado da Homex, de US$ 2,03 bilhões, está abaixo das cinco maiores empresas brasileiras – Cyrela (US$ 5,69 bilhões), PDG Realty (US$ 3,67 bilhões), MRV (US$ 3,54 bilhões), Rossi (US$ 2,23 bilhões) e Gafisa (US$ 2,03 bilhões). Sua receita líquida de US$ 1 bilhão, de janeiro a setembro, fica abaixo apenas de Cyrela e Gafisa.

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5 Comentários

  1. Aislan Augusto M. Aislan Augusto M.

    Parabéns para Homex do Brasil que está fazendo um belo trabalho no Brasil, em especial em São José dos Campos interior Paulista.
    Um belo trabalho social. A onde os funcionários entre se profissão e passa ter um desenvolvendo um trabalho dentro da Empresa.
    Quando muitos políticos falam e promete trazer Emprego para a periferia uma Empresa privada de esta visão de fazer bairros, construindo sonhos e trazendo desenvolvimento social e econômico para região Parabéns. Por acretidar na minha cidade e acreditar nos nossos Operários muito obrigado

  2. PARABENS PARA A HOMEX, JÁ FIZ O PRIMEIRO GALPÃO PARA A HOMEX INICIAR SUA CONSTRUÇÃO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, E AGORA VOU FAZER OS GALPÕES METÁLICOS PARA AS OBRAS DA HOMEX EM MARILIA E CAMPO GRANDE, SERÃO SALAS DE TREINAMENTO E ALMOXARIFICADO MAS ESTOU MUITO CONTENTE COMA HOMEX, ESTÃO DANDO MUITOS EMPREGOS PARA OS BRASILEIROS E GERANDO RENDAS E IMPOSTOS PARA O PAIS.

    DIRCEU, METALURGICA GALPAR, CONSTRUTORA DE GALPÕES METÁLICOS PARA O BRAISL – http://WWW.METALURGICAGALPAR.COM.BR

  3. ANGELICA ANGELICA

    QUE PENA QUE AS CASAS NAO ESTAO DE ACORDO COM O QUE ESTÃO SENDO VENDIDO, SIMPLESMENTE UMA MENTIRA.

  4. Alex Alex

    É lamentával, nós que compramos fomos enganados,mostram a casa modelo dizendo ser fiel a que será entregue e infelizmente fazem de qualquer jeito, paredes rusticas, muito atraso na entrega,uma falta de respeito com o consumidor, fora o descaso dos funcionarios quando vamos falar a respeito dos problemas apresentados.É um aborrecimento atrás do outro,e não resolvem nada .

  5. Focando Admin luizsaboya

    O Focando tentou estabelecer contato com a Homex para que a empresa possa responder os comentários de nossos usuários mas, até o momento, não obtivemos resposta. De qualquer maneira, o espaço fica aberto para que a empresa e/ou responsáveis possam responder a nossos usuários.

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