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Pessoa física leva mais de 85% das cotas do Dom Pedro Shopping

Fonte: Valor Econômico
A oferta secundária de cotas do fundo imobiliário Parque Dom Pedro Shopping Center atraiu 947 pessoas físicas, que levaram R$ 85,342 milhões da operação de R$ 100 milhões. A aplicação média desse público investidor foi de R$ 90 mil. No total, participaram 958 investidores. Além da pessoa física, marcaram presença quatro clubes de investimento, duas entidades de previdência privada, um investidor estrangeiro, uma instituição participante do consórcio de distribuição, uma instituição financeira e uma pessoa jurídica.

A distribuição, segundo Rodrigo Machado, diretor da Brazilian Mortgages – estruturador da oferta -, trouxe um ineditismo: o leilão em bolsa com a participação de 44 instituições financeiras. Geralmente, as operações são feitas fora do ambiente de bolsa ou balcão organizado e levam um período mais longo para colocação, que pode chegar a seis meses, segundo a legislação. No caso da oferta do fundo do Parque Dom Pedro, foram necessários quatro pregões.

Nos 15 minutos do primeiro leilão, no dia 3, foram colocados R$ 80 milhões. Como a demanda ficou abaixo da oferta, a operação saiu no preço mínimo da cota, a R$ 1 mil. Machado ressalta, porém, que no mapa das ordens colocadas pelas corretoras havia investidores que aceitavam compras as cotas por até R$ 1.300. Para participar, o lote mínimo era de dez cotas. Nos outros três pregões, realizados nos dias subsequentes, foram colocadas as cotas remanescentes, ao preço fechado no primeiro dia.

O novo modelo, destaca Machado, encurtou o prazo de distribuição. “Desde que publicamos o anúncio da oferta, tivemos cerca de duas semanas para fazer um trabalho intenso de divulgação para que a venda ocorresse num único dia”, afirma. O resultado da oferta agradou, especialmente porque se atingiu o objetivo de fazer uma distribuição pulverizada. “Para atingir quase mil investidores tivemos de falar com dezenas de milhares de potenciais compradores, o que contribuiu para disseminar o conhecimento do produto”, afirma.

Além disso, Machado destaca que, com a pulverização da oferta, as chances de haver maior liquidez no mercado secundário aumentam. “São mais pessoas potencialmente querendo negociar e 44 instituições financeiras que estarão acompanhando os papéis para seus clientes.”

Outra vantagem da oferta, na visão do diretor da Brazilian Mortgages, foi a participação de dois grande bancos do varejo, o Bradesco e o Santander. A mudança de postura das instituições, que começam a olhar para os fundos imobiliários como alternativa de negócio, é considerada primordial para o crescimento do setor.

Na oferta do Parque Dom Pedro, o Bradesco mirou o segmento private, em geral formado por clientes com mais de R$ 1 milhão para aplicar. Nas mesas de distribuição da Brazilian Mortgages, conta Machado, o cliente médio tem um patrimônio de R$ 400 mil, dos quais em geral 15% são direcionados para o segmento de fundos imobiliários. “São investidores com um perfil mais conservador, que buscam alternativas a aplicações de poupança, renda fixa e até imóveis.”

O fundo Parque Dom Pedro Shopping Center é dono de uma fatia de 15% no empreendimento imobiliário onde está o Shopping Parque D. Pedro, em Campinas, interior de São Paulo. A Sonae Sierra Brazil, que vendeu as cotas, vai garantir ao fundo um rendimento mínimo mensal de R$ 8,30 por cota pelo prazo de 36 meses.

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