Prédio dos Diários Associados, que pode ser a sede do comitê organizador, está avaliado em R$ 22 milhões
Fonte: O Globo online
O prédio dos Diários Associados que pode ser a sede do Comitê Organizador Rio 2016 e a Autoridade Pública Olímpica (APO) está avaliado em R$ 22 milhões. O prédio, que tem dez andares e fica na Rua do Livramento (Saúde), é hoje ocupado pelas empresas dos Diários Associados: “Jornal do Commercio”, Nativa FM e Rádio Tupi, cuja diretoria está à procura um imóvel menor na região para reduzir custos.
O presidente das empresas dos Associados no Rio, Maurício Dinepi, por sua vez, ressalta que ainda não fechou negócio. Ele disse que mandou avaliar o prédio, que tem 4,5 mil metros quadrados. Com base no valor do Imposto de Transmissão de Bens Intervivos (ITBI), ele acredita que o imóvel valha hoje mais do que R$ 22,1 milhões.
A ideia de instalar a APO e o Comitê Organizador no prédio, construído na década de 50 para abrigar inicialmente a revista “O Cruzeiro” faz parte da estratégia de revitalização da Zona Portuária, juntamente com outras instalações olímpicas já anunciadas. A lista inclui uma das vilas da mídia, a vila dos árbitros e o Museu Olímpico.
As negociações com a direção dos Diários Associados vem sendo realizadas pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goes. Segundo ele, a prefeitura não tem, em princípio, intenção de comprar o imóvel. O interesse é de que quando ele for vendido, uma cláusula obrigue o novo comprador a arrendar o prédio para o projeto das Olimpíadas.
O Rio 2016 funciona hoje no prédio do Comitê Olímpico Brasileiro, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. A Autoridade Pública Olímpica foi criada por Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas ainda não começou a atuar. Os 496 cargos previstos na estrutura só poderão começar a ser ocupados a partir do fim de outubro, devido a restrições da legislação eleitoral. Os assessores poderão ser contratados por até três anos, sendo que a prorrogação dos contratos é possível. A APO será presidida pelo atual ministro do Esporte, Orlando Silva.
Prefeitura evitará especulação imobiliária
O prefeito Eduardo Paes disse ontem que o município poderá adotar medidas extremas para evitar a especulação imobiliária com terrenos da Zona Portuária do Rio, como antecipou a coluna Negócios & Cia, do Globo, ontem. As providências poderão ir desde a desapropriação dos imóveis à aplicação de mecanismos previstos no Estatuto das Cidades, como o IPTU progressivo, que será regulamentado pelo novo Plano Diretor, em discussão na Câmara de Vereadores.
- Ganhar dinheiro faz parte da vida. Mas o proprietário que achar que ficará deitado em berço esplêndido sem fazer nada poderá ter a área desapropriada. Nós já viabilizamos a infra-estrutura necessária para recuperar a Zona Portuária. Mas a gente quer que sejam construídos prédios residenciais e escritórios – disse o prefeito, durante a inauguração das reformas da Vila Olímpica Carlos Castilho, no Morro do Alemão.
Também ontem, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) lançou o edital de licitação para que uma empresa, dentro de uma Parceria Público-Privada, seja responsável pela implantação e manutenção de toda a infra-estrutura da região durante 15 anos . A concessionária ficará responsável inclusive pela demolição do Elevado da Perimetral e transformação da Avenida Rodrigues Alves em uma nova via expressa da cidade.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Góes, ressaltou que este modelo de parceria é inédito no país. Ele acrescentou que, na avaliação das ofertas, em setembro, um dos critérios da comissão de licitação será verificar propostas que aproveitem a mão de obra local na execução do projeto, de forma a aumentar a renda dos moradores.
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