Brazilian Finance opta por imóveis e títulos para ter lucro
Fonte: DCI
Com um ano “atípico” no ramo de securitização, a Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) contou com uma alta da receita advinda da locação e venda de imóveis e títulos e valores mobiliários (TVM) para conseguir uma alta de 127% em seu lucro líquido consolidado em 2009, ante 2008, que chegou a R$ 61,037 milhões.
Segundo o diretor de Relações com Investidores da BFRE, André Bergstein, no segmento de securitização, o primeiro semestre ficou “congelado”. “Além disso houve uma deflação no IGP-M, que acabou contribuindo para a queda.” Isso porque, explica, grande parte dos títulos era lastreada no índice. Em relação a 2008, securitização teve uma queda de 75% da receita, passando de R$ 69,459 milhões em 2008 para R$ 18,022 milhões.
O saldo total de securitização de recebíveis teve um incremento de 25% em relação a 2008, atingindo R$ 3,658 bilhões. O total de novas emissões no ano passado foi de R$ 750 milhões.
Essa baixa foi compensada pelas altas de 151% no faturamento com locação e vendas de imóveis e de 1.744% em operações de títulos e valores mobiliários, a respectivamente R$ 121,955 milhões e R$ 81,119 milhões.
“Tivemos investimentos com resultados muito bons, como no Parque Cidade, em Brasília, em que as duas torres comerciais foram vendidas. as concessões de crédito também foram muito bem, com o setor de imóveis em franco crescimento”, diz Bergstein.
Na subsidiária Brazilian Mortgages, que concede empréstimos para incorporadoras e clientes do segmento de pessoa física, a carteira de crédito teve um ganho de 44,5% na comparação anual, chegando a um saldo total de R$ 468 milhões. As receitas com crédito também tiveram um avanço, de 22%, a R$ 56,196 milhões.
Dessa forma, a receita consolidada do grupo teve um avanço de 64,8%, a um total de R$ 277,292 milhões.
Ainda na subsidiária, o executivo avalia que a baixa na taxa de juros básica, que iniciou 2009 a 13,75% e encerrou com 8,75%, alavancou a procura pela letra hipotecária e letra de crédito imobiliário, títulos que a instituição está auitorizada a emitir, levando a uma expansão de 40% no saldo, de R$ 271 milhões em 2008 para R$ 381 milhões.
Na estruturação de investimentos em fundos imobiliários, a subsidiária teve um crescimento de 47% na comparação anual, chegando a um total de R$ 4,795 bilhões. “Essa é uma alternativa para os investidores, que possui garantia em um produto real, o imóvel, com um bom arcabouço jurídico”, avalia Bergstein.
Além disso, diz, o braço responsável pela gestão de fundos de investimentos em ativos imobiliários, a Brazilian Capital, teve um incremento de 6% no total de fundos sob gestão, chegando a R$ 2,314 bilhões, e de 77% nos ativos sob gestão, a R$ 2,250 bilhões. Segundo o executivo, a subsidiária de investimentos aproveitou as turbulências geradas pela crise para para aumentar seus investimentos em imóveis, por isso o foco maior foi nos ativos.
Apesar de não divulgar projeções para este ano, o diretor de RI diz que as perspectivas são boas, devido a a projeção do crescimento do crédito imobiliário, aliado à tendência de bom desempenho dos mercados de capitais. “O aumento que se espera nas taxas de juros não deve ter um impacto significativo no crédito imobiliário. Entendemos que o crédito, a securitização, a administração de fundos de terceiros e os fundos de investimentos devem ser o carro chefe do crescimento neste ano”, avalia.
Ele avalia ainda que 2009 foi um bom ano, apesar de concentrado no segundo semestre. “No entanto o mercado imobiliário retomou rápido”.
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